Publicado em: 09/06/2009 Autor: Thiane Loureiro
Demoramos para encontrar uma ferramenta que ajudasse a escolher o ganhador do livro Ética, jornalismo e nova mídia - uma moral provisória, do Caio Túlio Costa.
Usamos o Random (dica do Luiz Yassuda). E o presente vai para….. Ana Passos!
Ana, vamos falar com você pelo Twitter para pegar os seus dados e encaminhar o livro.
P.S - Alguém conhece um bom site de sorteios online?
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Publicado em: 09/06/2009 Autor: Thiane Loureiro
Tenho acompanhado a polêmica em torno do blog da Petrobras, principalmente por meio do grupo de discussões sobre RP Digital da Abracom. Após me manifestar no grupo e no Twitter, senti a necessidade de esclarecer melhor a minha opinião sobre o assunto. No lugar de texto corrido, vou postar bullets, na tentativa de ser mais objetiva e clara. Vamos lá:
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Publicado em: 03/06/2009 Autor: Thiane Loureiro
Na última sexta-feira a Edelman recebeu a visita do jornalista Caio Túlio Costa, que lançou este ano o livro “Ética, jornalismo e nova mídia - uma moral provisória”, pela Zahar (cliente nosso), e atualmente trabalha no projeto de plataforma multimídia da Oi. Sua experiência com novas mídias e, claro, os muitos anos de experiência em comunicação despertaram nosso interesse em aprender um pouco mais com ele.
Caio trouxe muitos exemplos de como a Internet tem revolucionado a comunicação e do quanto ainda estamos longe de saber lidar com isso. Comentou sobre o fato de que a mídia tradicional tem simplesmente reproduzido sua produção offline em meios online, sem se dar conta do que de fato é ser interativo e sem criar distinção de conteúdo.
Muitas vezes a Web e o impresso trazem as mesmas notícias, gerando a tal “crise” da imprensa, que pode ser resumida como uma ampla falta de entendimento sobre mídias sociais e suas possibilidades, além da dificuldade de quebrar conceitos e rever a forma como o jornalismo tem sido feito nos últimos 500 anos.
Ele falou ainda sobre a mesma mídia que elegeu e derrubou Collor, mas não teve o mesmo poder sobre Lula, que se manteve popular a despeito de todos os escândalos e conquistou a reeleição. Segundo Caio, essa é apenas mais uma demonstração do quanto a mídia não é mais capaz de influenciar como antes, o que de certa forma também comprova o fato de que as pessoas têm cada dia mais buscado em seus pares (ou seja, na Web) informações para tomar decisões importantes.
Um dos pontos mais interessantes da conversa foram os exemplos usados para ilustrar a rapidez com que ferramentas como o celular, blogs e Twitter mudaram momentos históricos. Contou sobre a passeata contra o atentado em Madrid, que foi organizada e mobilizada via SMS. Falou ainda sobre como os paulistanos organizaram via torpedo e messenger o toque de recolher durante o levante do PCC em São Paulo – toque este que não havia sido decretado pelas autoridades. Lembrou do caso do avião que caiu no rio Hudson, em Nova York, e foi primeiramente “noticiado” via Twitter.
A força dessas ferramentas já é fato. Todos nós somos atingidos por elas, positiva ou negativamente. Governo, cidadãos, empresas, imprensa, consumidores, todos precisam se esforçar para entender essa revolução e seus novos papéis diante das mudanças. E para influenciar ainda mais corações e mentes, vamos sortear o livro do Caio Túlio entre os cinco primeiros que comentarem este post.
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Publicado em: 22/04/2009 Autor: Thiane Loureiro
Pedro Dória criou polêmica no Twitter durante o feriado ao complementar um texto escrito por Juliano Spyer sobre a Wikipedia brasileira. Entendo a frustração de colocar um verbete e vê-lo apagado pelos censores. Mas do ponto de vista de quem trabalha para grandes corporações, num mercado que tem sido questionado e avaliado constantemente, sou totalmente a favor de certa “censura” neste caso.
Pedro e Juliano são conhecidos por suas posturas éticas, engajamento digital e interesse em divulgar aquilo que realmente faz diferença na Internet brasileira. Mas nem todo mundo joga limpo. Empresas vivem perguntando quanto custa falar delas na Wikipedia. São comuns clientes que querem apagar críticas ou até mesmo fatos negativos que fazem parte da historia de suas companhias. Sim, muitas agências vendem esse serviço.
Todos os anos a Edelman faz a pesquisa Trust Barometer em mais de 20 países. O estudo é conduzido com líderes de opinião e em 2009 mostrou que, no Brasil, 34% dos internautas acreditam naquilo que encontram em mecanismos de busca, 24% confiam no que leem na Wikipedia e 74% têm mais credibilidade naquilo que é dito por pessoas comuns.
Ou seja, tanto faz a Wikipedia “gringa” ou a nossa. Vamos à Internet buscar referências, acreditamos em gente como a gente. E imagine se toda empresa, assessor de imprensa, marketeiro, político, publicitário, blogueiro, etc. resolver falar bem de si mesmo ou de seus clientes e editar aquilo que lhe convém.
A Wikipedia americana pode ser considerada mais madura do que a nossa porque a Internet nos Estados Unidos está à nossa frente. Lá os internautas se esforçam porque é de interesse próprio que exista um portal com dados constantemente atualizados e que ajuda não apenas “estudantes preguiçosos”, como também milhares de pessoas que recorrem ao Google e ao Yahoo! em busca de informações.
O que não quer dizer que verbetes não precisem ser apagados todos os dias. Alguns serão deletados injustamente. Toda regra sempre acaba marginalizando mesmo aqueles que prezam pelas melhores práticas. Vale conhecer quais são os critérios de cada Wikipedia, compreender as bases que levam os censores a aprovar ou apagar um post. Até mesmo estabelecer diálogo, argumentar para mudanças e melhorias, mas entender que, no final, isso acaba nos protegendo.
Para corrigir uma informação, o profissional de comunicação ou a empresa deve expor a situação nas páginas de discussão da Wikipedia e pedir a aprovação dos usuários para alterar o verbete. (Mas, me desculpe se a companhia foi condenada por fraude, fez um monte de recall, etc. Cuide da sua reputação daqui por diante, mas não queria usar esse fórum para apagar os erros e infortúneos do passado).
Outra forma é escrever um texto institucional, postá-lo no site ou no blog da empresa sob Licença de Documentação Livre (free documentation license) e submeter o link aos “wikipedianos” ou aos censores para que eles alterem o verbete de forma independente.
E cada um de nós, como autores “livres”, deve abusar de referências, dados, estatísticas, depoimentos, cases e tudo mais que comprove a veracidade do que estamos dizendo e justifique a relevância do texto. Assim estaremos contribuinto para uma Internet mais transparente e por um mercado de comunicação mais ético.
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Publicado em: 25/03/2009 Autor: Ronald Mincheff
As últimas duas semanas foram muito agitadas para a Edelman. Recebemos a visita de duas executivas internacionais e participamos de dois eventos importantes para o mercado. Quero dividir com vocês um pouco dessas experiências.

Na semana passada esteve por aqui Cathleen Johnson, vice-presidente mundial da prática de Turismo e Estilo de Vida da Edelman e diretora global de Educação e Treinamento. Ela participou da sétima edição do Fórum Panrotas, um dos maiores eventos nacionais, que discute tendências do turismo.
O evento foi muito rico, com a participação dos principais players do setor de turismo do Brasil e palestrantes que contribuíram não somente com apresentações de qualidade, mas marcaram presença em um debate ativo sobre questões relevantes para a vertical, como a melhor forma de promover destinos, tema da palestra da Cathleen.
Como evoluir na promoção de São Paulo como destino turístico? Como restaurar a promoção de locais consagrados como o Rio de Janeiro? Qual a visão que o estrangeiro tem do Brasil? Essas foram algumas das questões discutidas durante a apresentação e todas as respostas reforçaram que o País tem um potencial muito maior do que é explorado hoje; já avançamos muito, mas encontros como esse são fundamentais para conquistarmos as próximas metas. Ouvir especialistas do setor sempre me estimula muito a dedicar cada vez mais esforços para ampliar o papel da comunicação no mercado. O sucesso de um programa de turismo, seja de um país, estado, cidade ou empresa, está diretamente ligado à forma como ele é comunicado para as diversas audiências.
O setor, que tem altos índices de empregabilidade e pode representar um enorme diferencial positivo na economia de um país, merece essa atenção. A cobertura você encontra no site.
No dia 10 de março, nós realizamos o evento de apresentação da décima edição de seu Estudo de Confiança da Edelman (Trust Barometer), no Hyatt. Eu e mais quatro colegas discutimos o tema credibilidade e o papel da comunicação com uma platéia de mais de 50 executivos, de grandes empresas do País.
Gail Becker, presidente da Edelman para a região oeste dos Estados Unidos e chairwoman para Canadá e América Latina, apresentou os dados globais da pesquisa, enquanto eu comentei os dados específicos do Brasil. Outros dois participantes completaram nossa mesa de debates: Charles Krieck, da KPMG, e Silvio Laban, da FGV. A discussão foi mediada por Marcello D’ Angelo, diretor de conteúdo da Gazeta Mercantil.
O debate foi muito interessante. Durante a sessão de perguntas e respostas, fui questionado sobre a relação da credibilidade das empresas com seus programas de desenvolvimento sustentável e responsabilidade social. O Trust deste ano confirma que 96% dos brasileiros confiam em companhias que têm um forte compromisso com a proteção do meio ambiente e 94% em empresas que comprometem tempo, dinheiro e recursos com o bem público.
Outras questões importantes como a confiabilidade do setor de agronegócios e das novas mídias foram levantadas. O tema, sem dúvida, interessa a todos, de todas as verticais, principalmente em momentos de crise, quando a confiança conquistada pode representar a sobrevivência de uma empresa, de um profissional no mercado. Credibilidade é um pilar que deve fazer parte da estratégia de atuação e comunicação de todas as empresas, sempre.
Caso queira conhecer nosso Estudo, entre com contato. A Gazeta Mercantil publicou um especial sobre a pesquisa. Para acessá-lo, clique aqui.
Um abraço!
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Publicado em: 09/02/2009 Autor: Ronald Mincheff
Mais relevante do que muita gente pensa, saber de onde vem uma multinacional tem muita relevância no imaginário do formador de opinião. O Estudo de Confiança, da Edelman, aponta que o brasileiro coloca as empresas alemãs em primeiro lugar, com índice de 81%, acompanhado das canadenses (78%) e do Reino Unido e da França – ambas com 77%. Na lanterna, estão as empresas da Polônia e da Rússia – as duas com 42%. Nota: os chineses ficaram em penúltimo lugar, com 48%. No mundo, são as suecas que lideram, seguidas de multinacionais sediadas na Alemanha e Canadá.
A reputação atrelada à nacionalidade é formada com base no relacionamento do indivíduo com companhias da mesma origem, do noticiário sobre o país e pela vivência. Não é à toa que os chineses, poloneses e russos ficaram para trás, uma vez que marcas e companhias de outros países conquistaram um espaço mais nobre no nosso cotidiano. No Brasil, normalmente não dirigimos veículos de empresas com matriz na Rússia, não comemos chocolate polonês e nem somos atendidos por chineses ao ligar para um contact center. Como a relação é pequena, depositar crédito no desconhecido fica difícil.
Contudo, a confiança em empresas de uma nacionalidade está sujeita a variações. Nos Estados Unidos, a reputação das empresas norte-americanas recuou de 73% em 2008 para 60% na edição de 2009. Os setores bancário, de seguros e automotivo puxaram bastante este índice para baixo. Para os norte-americanos, a confiança que em 2008 estava em 69% para bancos, 49% nos seguros e 54% para a indústria automotiva despencou para 36%, 29% e 32% respectivamente.
Assim como ações inadequadas – ex.: investimento além da conta em créditos podres – e cenário hostil deterioram a reputação, posicionar-se em linha com os interesses dos públicos-alvos tende a melhorar a percepção. Vamos torcer para que tanto as atitudes como o cenário aprimorem a confiança na próxima edição do Estudo de Confiança.
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