Publicado em: 02/10/2006 Autor: Andréa Faustino
Com a cadeira presidencial ainda vaga, o candidato Lula e sua equipe devem voltar a culpar a imprensa pela reviravolta nos votos, que culminou no segundo turno.
Não será a primeira vez que o PT protesta contra a mídia. Em 2004, o correspondente Larry Rohter, do New York Times, quse foi expulso do país e por pouco não teve o seu visto cassado depois de afirmar que o presidente Lula gostava de beber.
Além disso, o Partido dos Trabalhadores tentou, de várias maneiras, colocar uma camisa de força no jornalismo brasileiro. O partido tentou criar a Agência Nacional do Cinema e do Audivisual (Ancinav) para regular principalmente a TV. Cogitou a criação de um conselho de jornalismo, que fiscalizaria o exercício da profissão, e quase aprovou um projeto de reserva de mercado que limitava a função de jornalista a algumas categorias.
Lula acusou a mídia, por várias vezes, de ser ´cabotina e alquimista´, num claro ataque ao candidado Alckmin, do PSDB. A última do governo foi entrar com um pedido junto ao TSE, na última sexta-feira, para que o Grupo Estado suspendesse a divulgação de imagens do R$ 1,75 milhão do caso do dossiê Vedoin. O pedido foi negado.
Será que vale a pena continuar culpando os jornalistas pelos atos falhos do governo? Será que não é mais fácil criar um diálogo transparente com os meios de comunicação brasileiros? Mais importante ainda: será que o Lula vai aprender que não dá para segurar a imprensa?
Alexandre Alfredo
Categorias: Imprensa.
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