Publicado em: 04/10/2006 Autor: Ronald Mincheff
O bestseller que vira filme, o final feliz para a cinderela, uma megera da grande cidade e a mocinha do interior, um romancezinho… tudo isso é clichê e O Diabo Veste Prada tem tudo isso. Então, por que está fazendo tanto sucesso? Porque é baseado em fatos reais, e melhor que isso, é a história de uma pessoa famosa e poderosa no mundo da moda: Anna Wintour.
Não vou acabar com a festa de quem ainda não viu o filme ou não sabe de quem se trata esse ícone da redação da Revista Vogue. Pode ficar tranqüilo! Farei meus comentários apenas sobre a intenção do filme.
Primeiro, o custo do filme foi de US$ 35 milhões e só nos Estados Unidos o lucro já gira em torno de US$ 120 milhões. No Brasil em três dias as salas de cinema lotaram e o lucro foi de RS$ 200 mil. Segundo, a produção é impecável no quesito vestimenta. Não tem como sair do filme sem querer ter um Prada um dia. E por último, é ótimo saber dos bastidores da realidade. Quem não gosta de saber?! Anna Wintour está uma fera com sua antiga assistente e suas revelações.
Lauren Weisberger, autora do livro e ex-assistente de Anna, desmistifica todo glamour da maior revista de moda com algumas palavras. O troco para quem tem o mesmo poder.
Além de dar boas risadas com a maravilhosa atuação de Meryl Streep, o que mais chama a atenção para o filme é a maneira como fica nítido o poder da mídia no consumismo (e aqui não estou falando de publicidade). Miranda, personagem de Meryl Streep, faz o mundo de ‘gato e sapato’ e ainda assim, todos precisam dela e respeitam-na por conhecerem o poder da voz de um veículo de informação.
Um filme leve e engraçado que consegue mostrar que uma vida com glamour pode não ser o melhor caminho e quem manda no desejo dos consumidores. Coloca a influência da imprensa como determinante na construção do cardápio do público.
Ronald Mincheff
Categorias: Imprensa, Notícias.
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