Publicado em: 14/02/2007 Autor: Andréa Faustino
Na data de ontem foi veiculada uma matéria que dizia que o The New York Times, um dos jornais mais prestigiosos do mundo, deixaria de ter a sua versão impressa em 2012. Um editor do jornal, inclusive, disse que não tinha certeza se valia continuar imprimindo o NYT, que vem dando prejuízo há alguns anos.
Essa história não é nova. Quando a internet nasceu, muito foi discutido sobre a vida dos jornais. Palpiteiros diziam que eles estavam com os dias contados, profecia que nunca se concretizou. Por isso, fica aqui a minha aposta. Um jornal como o NYT jamais vai sair de circulação. É esperar para ver!
Alexandre Alfredo
Categorias: Jornais.
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Caro Alfredo,
A questão não é a credibilidade do NYT. Hoje, vivemos em um mundo de constantes mudanças, principalmente nos negócios.
A verdade é a de que os jornais, seja o NYT, a Folha de São Paulo ou o Wall Street Journal, possuem modelos de negócios equivocados.
Nesse mundo dinâmico, onde os ponteiros do relógio parecem sempre estarem apressados, ninguém tem tempo de sentar em um banco de praça e ficar folhando aquelas folhas grandes dos jornais.
O fator-chave se chama “tempo”. As pessoas formadoras de opinião e que tomam decisões nas grandes corporações precisam investir em tempo. E quando se fala de fonte de informação, os jornais perdem de lavada para a internet.
Daqui a pouco, com a fusão do Skype, com TV Digital, Internet e outras coisas mais que estão por vir, os jornais serão obrigados a pendurar as chuteiras.
A solução para os jornais? Mudar o plano de negócio. Impressão é custa muito, a logística é lenta, a velocidade que a informação chega ao receptor é zero.
O mundo muda, nós mudamos. Os jornais…deveriam seguir a mesma lógica.
Abraços,
Paulo de Alencar.
Olá Paulo,
Concordo plenamente que a questão “tempo” é cada vez mais decisória em nossas vidas. E a tecnologia, que deveria facilitar o nosso dia-a-dia, fazendo a gente ganhar tempo, só aumenta a pressão. Sei também que alguns (diria até muitos) jornais deixarão de existir por conta da internet. E assino em baixo quando você diz que uma possível solução é mudar o jeito de fazer negócios. Mas continuo acreditando que a credibilidade do NYT garantirá vida longa ao periódico.
Às vezes, mudar a embalagem (no caso do jornal seria a desistência do papel para virar apenas online) pode gerar uma crise. Há alguns anos o sabão em pó Omo tentou mudar a embalagem. A inovação causou tamanha revolta nas consumidoras que a empresa teve de voltar atrás e retomar o projeto da caixa retangular. A Bombril tentou fazer o mesmo e falhou. A Maizena, então, nem se arriscou.
Analogias à parte, meu ponto é que algo semelhante aconteceria caso o NYT deixasse de ser impresso todos os dias. Creio que as pessoas criariam tamanha confusão (eu me incluo nessa) por conta da mudança que a empresa teria que voltar atrás. Daí a minha aposta na longevitude do jornal.
Só completando: acabar é difícil, também tem muita gente que gosta de “pegar” no jornal. Receber aquele monte de papel (e papel sujo por sinal) em sua sala ou em casa. Sentir. É isso também. Tem gente que gosta, se acha mais importante, dá um ar de poder, de “sou mais inteligênte”, “todos os funcionários não recebem só Diretores”, “os outros da empresa podem ver DEPOIS de mim”, etc… Dá pra achar de tudo. É como um Tênis. Porque tem que ser o NIKE? Porque a FERRARI? Para andar em São Paulo com todos esses buracos? Vai andar a uns 280km/h ou só em primeira? Vai deixar guardada ou vai usar? É isso… sem contar que o jornal serve pro cachorro fazer o xixi no quintal, né?
Abraços a todos e desculpe o texto não formal.
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