Publicado em: 13/06/2007 Autor: Andréa Faustino
O Estadão de hoje traz uma matéria sobre a quantidade de faculdades de Medicina no país. Segundo um levantamento da Associação Médica Brasileira (AMB), o número de cursos subiu 45% em quatro anos. É muito… hoje, apenas a Índia oferece mais cursos (um total de 222) do que o Brasil, que tem 167. Depois vem China (150), Estados Unidos (125) e México (84).
Numa análise parcial, podemos achar que se trata de mais uma área em que o país é benchmark e serve de exemplo mundo afora. Mas é preciso cuidado! O mesmo jornal publicou uma matéria de capa ontem que afirma que “Sete por cento dos cursos estão na mira do MEC”.
O texto afirma que o MEC diz “estar de olho” em cerca de 7% dos cursos de ensino superior do País já avaliados no Exame Nacional de Desempenho do Estudante (Enade). Os números são assombrosos! Perto de 1.000 cursos estão na linha de baixo da avaliação, cujos alunos tiveram notas ruins e pouco conhecimento acrescentaram a seus formandos. Dentre os mais de 13.000 cursos superiores avaliados pelo MEC, míseros 0,88% deles conseguiram obter o conceito máximo tanto na avaliação como no índice que mede o conhecimento agregado ao aluno durante o curso. São apenas 118 cursos (sendo 53 de instituições federais, 36 estaduais e 29 privadas) em todo o país, 19 deles em São Paulo. Pior ainda: no caso dos cursos de Medicina, apenas três faculdades conseguiram a nota máxima. São elas: Universidade Federal de Goiás, Faculdade de Medicina do Vale do Aço (Ipatinga, MG) e Universidade Federal do Rio de Janeiro.
A única conclusão que tiro desta história toda é que preciso ter mais cuidado ao escolher um especialista de saúde.
Alexandre
Categorias: Jornais, Notícias.
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