Publicado em: 23/01/2007 Autor: Andréa Faustino
Muito se falou sobre a Red Bull nos últimos dias. A empresa foi classificada de oportunista, irresponsável e quase executada em praça pública. Será que a opinião pública não exagerou um pouco? A Minalba, apenas para citar um exemplo, teria sido castigado caso resolvesse distribuir água no local do acidente? O que teria acontecido se os moradores tivessem recebido pacotes de bolacha água e sal da Piraquê?
Vamos aos fatos: acontece um desastre na maior cidade do País e uma empresa com espírito jovem e descolada resolve aproveitar para reforçar o seu produto. Não vejo mal nenhum nisso. Há alguns meses a Perdigão preencheu as primeiras páginas dos jornais com um anúncio que dizia que seus produtos eram tão mais saborosos que até a concorrência resolveu comprar. Tratava-se da possível compra da Perdigão pela Sadia. Os marqueteiros tupiniquins aplaudiram de pé a sacada da empresa de laticínios. Nos Estados Unidos e na Europa, onde há espaço para marketing de guerrilha, a Coca e a Pepsi vivem se degladiando nos canais de tv a cabo. É uma falando mais mal da outra.
O mesmo vale para remédios, automóveis etc.
Obviamente estamos falando de situações distintas. Claro que é preciso separar o momento de glória da tragédia. E também não estou aqui para defender a tática da Red Bull. Gostei da idéia, mas acho que eles pecaram na execução. Poderiam, ao invés de ter enviado mocinhas de minissaia, gente comum, gente como a gente, para distribuir a bebida energética. Mas acho também que já está na hora de mudar de assunto antes que a imaginação dos puristas de plantão vá longe demais.
Alexandre Alfredo
Categorias: Marketing, Variedades.
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