Publicado em: 03/04/2008 Autor: Thiane Loureiro
Várias mudanças internas e eu sumi de novo, é verdade. Esta semana estreei em inglês no Authenticities, blog global da Edelman Digital. O próximo post já tem data marcada (graças a Deus) e dia 15/04 pretendo falar de startups brasileiras.
Mas vamos ao que interessa. Outro dia fiquei embasbacada com uma amiga que, em busca de um emprego novo, decidiu apagar todas as comunidades dela do Orkut e do MySpace. O medo de que headhunters pudessem deixar de indicá-la ou que empresas pudessem não contratá-la fez com que ela apagasse o máximo de sua “pessoa física”.
Foi aí que comecei a questionar. Empresas estão cada vez mais recorrendo à Internet para entender seus consumidores, se comunicar com eles, compreender suas demandas, estudar nichos de mercado, etc. Quer dizer que esse mesmo indivíduo que compartilha dados pessoais online pode não servir para trabalhar nas corporações? Ou seja, coloque o máximo de informações quando eu quero lhe vender alguma coisa, mas apague tudo se quiser trabalhar pra mim um dia.
Aliás, o que uma comunidade no Orkut diz sobre capacidade profissional? Uma pessoa pode detestar acordar cedo, mas não quer dizer que não o faça, pode ser fã de pagode e mesmo assim não ser brega, tomar banho gelado e não ter um parafuso a menos por isso. E vejam o quanto interpretei essas comunidades através de filtros pessoais meus e com base naquilo que eu acho certo ou errado.
Comunidades do Orkut ou de qualquer outra rede social estão ali para dar aos consultores de RH subsídios para conhecer melhor a personalidade de um candidato, mas jamais para definir sua aptidão a uma vaga.
O que importa é se aquela pessoa se encaixa na cultura organizacional porque é capaz de se adaptar àquele ambiente e adquirir comportamentos corporativos condizentes com as missões e os valores daquela companhia. São as experiências anteriores, as referências, a pró-atividade, os idiomas, seu espírito de equipe. Mas jamais se ela prefere travesseiro de bolinha ou pijama de listra.
Aliás, fuçar perfil é extremamente mal-educado. E em se tratando de redes sociais e empregos, o LinkedIn é o único que pode e deve ser levado a sério na avaliação de candidatos.
O ideal pra não ficar desesperado como a minha amiga é só deixar online aquilo que você não tem vergonha, medo, problema ou peso em dizer abertamente pra qualquer um, em qualquer lugar. Mas detalhes da sua vida, aqueles que você só diz pro melhor amigo, pros pais ou pro terapeuta é melhor continuar offline mesmo. Basta ter bom senso!
Thiane
Categorias: Comunicação, Tecnologia.
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Grande, Thiane! Mas bom-senso tem sido artigo em falta no mercado, não?
clap clap clap. Muito bom Thiane, perfeito Lembro de um tempo atrás, algumas agências de Publicidade/Marketing verificarem no orkut sobre o candidato, para saber se a pessoa é extrovertida, popular, etc. Essa parte eu até entendo, mas acho bem ridículo vasculhar o perfil, já que ele quer saber sobre o perfil profissional e não se a pessoa gosta ou não de tomate. E é bem rídiculo também, a pessoa apagar sobre suas preferências. Creio que algumas coisas até eu aceite, caso seja algo muito íntimo ou que possa prejudicar, mas tudo é exagero. Abraços.
Oi Lu, bom senso é uma coisa que anda em falta no geral, não é mesmo? Bruno, concordo que é meio ridículo apagar quem você é. Foi o que vc disse, o que importa é o profissional. Beijos a todos
Olá Thiane, realmente o bom senso de se expôr deve ser um cuidado da pessoa física e principalmente da jurídica. Nós da comunidade RP (a do ornitorrinco) no orkut, estamos pesquisando uma aparente estratégia de astroturfing, espalhada pela agência que cuida da Tam.. ainda não descobrimos com certeza, qual é a agência, mas estamos na busca. Abraços
O que importa é o profissional e sua capacidade de gerar resultados para a empresa, claro. Só precisamos avisar os profissionais de RH sobre isso, porque tem muita gente aí, sim, que leva o Orkut em consideração na hora de contratar alguém, misturando os dois mundos. É ridículo e inacreditável que isso aconteça, mas é uma realidade que não podemos negar.
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