Publicado em: 27/10/2005 Autor: Alexandre Alfredo
Durante o MaxiMídia 2005, que aconteceu na semana de 17 de outubro, Nelson Sirotsky, presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), afirmou que o pior da crise que retalhou redações Brasil afora entre 1999 e 2003 já passou. “Agora há uma recuperação nas vendas e aumento de participação no bolo publicitário, com a conquista de novos leitores”, disse ele. “As empresas reagiram, lançando novos produtos…”
Se a reação de fato aconteceu, foi local. Na mesma semana foi anunciado que a mídia dos Estados Unidos passa por uma recessão e o pessimismo volta a ocupar vagas nas redações dos grandes jornais americanos. A Knight-Ridder, segunda maior cadeia americana de jornais, que totaliza 31 diários e uma circulação de quase 4 milhões de exemplares, revelou que seu lucro despencará 20% no terceiro trimestre. Segundo a empresa, a queda na circulação de jornais que tomou conta dos últimos seis meses findados em março último, foi uma das piores dos últimos tempos.
Outro gigante da mídia que perdeu força foi o The New York Times. Seus ganhos no terceiro trimestre caíram mais de 50% comparados com o mesmo período. Seu lucro foi de US$ 23,1 milhões, versus US$ 48,3 milhões em 2004. Por conta disso, o NYT declarou que vai cortar 500 pessoas da sua equipe nos próximos oito meses – 200 já disseram adeus só neste ano.
Tem ainda o grupo de mídia Dow Jones & Co, que publica, entre outros, o The Wall Street Journal. O lucro do último trimestre caiu 19% e o do próximo, segundo a própria empresa, virá menor do que o estimado por analistas de mercados. Por conta disso, o WSJ, que acabou de ganhar uma edição extra, aos sábados, sofrerá mudanças. Ficará menor por conta dos custos com papel.
E aí, cadê a notícia?
Alexandre Alfredo
Categorias: Notícias.
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A notícia está em muitos lugares - e é por isso que os jornais estão perdendo lucratividade.
No passado, o jornal era o canal por excelência da informação e do debate público. Hj, a variedade de mídias tirou essa primazia. O encolhimento das verbas publicitárias alocadas nesse tipo de veículo (e, por conseqüência, do lucro dos jornais) é apenas um reflexo de um mundo com uma variedade maior de mídias, onde a notícia pode ser encontrada em qq lugar: no celular, no computador (nos mais variados sites e blogs), no rádio, na TV (até o SBT rendeu-se ao jornalismo!), nas “n” revistas disponíveis no mercado… e tb nos jornais.
As verbas publicitárias não aumentaram. Estão mais divididas. A informação, por sua vez, está pulverizada e até mais disponível.
Congratulations from Miami!! Great site!!
Cumprimentos pelo site e a sinceridade dos comentários.
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