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  1. Censura na Wikipedia é necessária e cabe a nós ajudar a melhorar os critérios

    Publicado em: 22/04/2009 Autor: Thiane Loureiro

    Pedro Dória criou polêmica no Twitter durante o feriado ao complementar um texto escrito por Juliano Spyer sobre a Wikipedia brasileira. Entendo a frustração de colocar um verbete e vê-lo apagado pelos censores. Mas do ponto de vista de quem trabalha para grandes corporações, num mercado que tem sido questionado e avaliado constantemente, sou totalmente a favor de certa “censura” neste caso.

    Pedro e Juliano são conhecidos por suas posturas éticas, engajamento digital e interesse em divulgar aquilo que realmente faz diferença na Internet brasileira. Mas nem todo mundo joga limpo. Empresas vivem perguntando quanto custa falar delas na Wikipedia. São comuns clientes que querem apagar críticas ou até mesmo fatos negativos que fazem parte da historia de suas companhias. Sim, muitas agências vendem esse serviço.

    Todos os anos a Edelman faz a pesquisa Trust Barometer em mais de 20 países. O estudo é conduzido com líderes de opinião e em 2009 mostrou que, no Brasil, 34% dos internautas acreditam naquilo que encontram em mecanismos de busca, 24% confiam no que leem na Wikipedia e 74% têm mais credibilidade naquilo que é dito por pessoas comuns.

    Ou seja, tanto faz a Wikipedia “gringa” ou a nossa. Vamos à Internet buscar referências, acreditamos em gente como a gente. E imagine se toda empresa, assessor de imprensa, marketeiro, político, publicitário, blogueiro, etc. resolver falar bem de si mesmo ou de seus clientes e editar aquilo que lhe convém.

    A Wikipedia americana pode ser considerada mais madura do que a nossa porque a Internet nos Estados Unidos está à nossa frente. Lá os internautas se esforçam porque é de interesse próprio que exista um portal com dados constantemente atualizados e que ajuda não apenas “estudantes preguiçosos”, como também milhares de pessoas que recorrem ao Google e ao Yahoo! em busca de informações.

    O que não quer dizer que verbetes não precisem ser apagados todos os dias. Alguns serão deletados injustamente. Toda regra sempre acaba marginalizando mesmo aqueles que prezam pelas melhores práticas. Vale conhecer quais são os critérios de cada Wikipedia, compreender as bases que levam os censores a aprovar ou apagar um post. Até mesmo estabelecer diálogo, argumentar para mudanças e melhorias, mas entender que, no final, isso acaba nos protegendo.

    Para corrigir uma informação, o profissional de comunicação ou a empresa deve expor a situação nas páginas de discussão da Wikipedia e pedir a aprovação dos usuários para alterar o verbete. (Mas, me desculpe se a companhia foi condenada por fraude, fez um monte de recall, etc. Cuide da sua reputação daqui por diante, mas não queria usar esse fórum para apagar os erros e infortúneos do passado).

    Outra forma é escrever um texto institucional, postá-lo no site ou no blog da empresa sob Licença de Documentação Livre (free documentation license) e submeter o link aos “wikipedianos” ou aos censores para que eles alterem o verbete de forma independente.

    E cada um de nós, como autores “livres”, deve abusar de referências, dados, estatísticas, depoimentos, cases e tudo mais que comprove a veracidade do que estamos dizendo e justifique a relevância do texto. Assim estaremos contribuinto para uma Internet mais transparente e por um mercado de comunicação mais ético.

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    Categorias: Blogosfera, Comunicação, Edelman, Imprensa, Marketing, Post, Tecnologia.

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3 comentários to "Censura na Wikipedia é necessária e cabe a nós ajudar a melhorar os critérios"

  1. Wagner "MrManson" Martins disse:

    Alguns dos que levantaram esta bola de “censura na wikipedia” foram motivados por conta de artigos sobre si mesmos (ou suas empresas) terem sido cortados.

    Concordo que a wikipedia é imatura e com informações pobres, principalmente a brasileira. E concordo com o argumento de quem se sentiu frustrado de que há coisas muito mais irrelevantes publicadas lá, logo não entendem como os seus foram cortados.

    Brinquei com o Lent de que eu sou verbete e a 10´ não foi aceita. O Pedro Dória tentou escrever sobre o NO. e não conseguiu. Sem dúvidas o NO. e a 10´são muito mais representativos para a web brasileira do que o “Wagner Martins”. Em 2002 eu lembro que meu maior orgulho era ter aparecido no NO.

    A diferença é que eu nunca editei (e nem conheço quem editou) o tal verbete em meu nome (que está cheio de informações falhas).

    E talvez um critério justo seja justamente esse: se você está escrevendo um verbete sobre si mesmo, há boas chances de estar querendo forçar a barra. Não que seja isso em 100% dos casos. Muita gente tem história, história boas e adoraria compartilhá-las de forma isenta.

    Mas pelo menos esse critério é um bom começo (apesar de cometer certas injustiças): “Se fosse relevante, alguém que não você já teria escrito”.

  2. jason disse:

    pois é eu não sei o meu ip para incluir aki(grande coisa) mas estou muito decepcionado com a wikipédia a enciclopédia “livre”( isso não é verdade ) que adianta escrever o que é um fósforo se ela não deixar escrever como fazer um fósforo, muitas pessoas buscam uma enciclópedia para encontrar soluções, não um artigo ao estilo da microsoft(wikipédia) a pouco tempo inclui 4 meses de pesquisa de valores experimentais, que somente com a prática é possível conseguir, para auxiliar centenas de engenheiros a não perderem tempo repetindo os mesmos processos meus, mas a “wikipédia” achou por bem que era muita informação, trabalho científico ,que grande mentira, é lamentável, a wikipédia deveria ser um local com toda informação da raça humana, virou um site de curiosidades da readers digest.

  3. Thiane disse:

    Oi pessoal, obrigada pela visita de vocês. Acho que são duas coisas separadas. Uma é ter cuidado para não deixar que as informações percam credibilidade. Como disse o Mr. Manson, “muita gente tem história, história boas e adoraria compartilhá-las de forma isenta”. Como definir essa isenção deveria ser uma discussão com os internautas, a exemplo do Facebook, mas os critérios precisam ser muito claros e respeitados.
    Outra questão é o tipo de informação, que acaba ficando limitado, raso e com poucas referências. Acho que quando as políticas forem conhecidas, os próprios usuários e censores conseguirão melhorar o conteúdo e permiti-lo ser mais relevante.
    Beijos

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