Publicado em: 27/10/2005 Autor: Andréa Faustino
Prometi que não entraria nesta embate sobre a cobertura da mídia sobre o referendo do desarmamento. Mas confesso que não agüento mais esta cobrança exacerbada em cima da revista Veja por conta da capa do dia 05 de outubro, que sustentava “Sete razões para votar não”.
Não vou tomar partido nesta briga. Até porque este referendo não resolveu nada! Também não recebo para defender a Veja. Mas me entristece muito saber que os demais órgãos da imprensa causaram tamanho alvoroço pelo simples fato da revista ter explicitado sua opinião.
Sim, é dever de todo e qualquer veículo de comunicação mostrar os dois lados, ser imparcial, blá, blá, blá… mas a revolta da mídia mostra o quanto ainda somos ingênuos e imaturos - talvez os dois - no quesito imprensa.
Defendo a minha tese com exemplos. Durante a última disputa presidencial nos Estados Unidos, por exemplo, o The New York Times, publicou um editorial defendendo o então candidato John Kerry. A The Economist também expressou sua predileção pelo senador americano. O mesmo NYT, juntamente com o The Wall Street Journal foram veemente contra a invasão do Iraque, recheando suas páginas com artigos e editorias contra a guerra liderada por Bush.
Do nosso lado, o Estadão já publicou alguns editoriais a favor dos alimentos transgênicos. A própria Veja fez capa defendendo a campanha das Diretas Já, em 1984.
Pergunto, então, qual é o problema em assumir uma posição? A única certeza que fica é que ainda temos muita lição de casa para fazer…
Alexandre Alfredo
Categorias: Notícias.
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