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  1. Estudo de confiança 2009: é nas empresas em quem o brasileiro mais confia

    Publicado em: 29/01/2009 Autor: Ronald Mincheff

    As empresas reconquistaram a liderança na confiança dos brasileiros, segundo a edição de 2009 do Estudo de Confiança (Trust Barometer), da Edelman. Mesmo diante da crise econômica nos mercados desenvolvidos, as corporações no país registraram um crescimento de credibilidade de 61% para 67% se comparado ao estudo anunciado em 2008, em que a imprensa liderava, com 64%. Na edição deste ano, as corporações foram seguidas de ONGs (62%), mídia (60%) e o governo (43%).

    E mesmo comparando com outros países, o Brasil foi o terceiro com o maior índice de credibilidade das companhias, ficando atrás só da Índia e do México, ambas com 71%. A 10ª edição do Estudo anual foi apresentada nessa quarta-feira – 28/1 – no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, por Richard Edelman, presidente da terceira maior agência independente de relações públicas do mundo. A pesquisa foi realizada após a eleição de Barack Obama, entre novembro e dezembro de 2008, nos cinco continentes, com 4.475 líderes de opinião entre 25 e 64 anos.

    Ao dar alguns passos para trás para vermos melhor um quadro mais amplo, percebemos que as economias em desenvolvimento tendem a confiar mais nas empresas: a média nos BRICs é de 63%, assim como Ásia-Pacífico (57%) e América Latina (69%). Ao passo que o mundo corporativo na América do Norte (37%) e União Européia (43%) contam com índices de credibilidade menor.

    O caminho foi o inverso nas economias desenvolvidas, que apresentaram uma deterioração na confiança às empresas. Nos EUA, a credibilidade nesta categoria caiu de 58%, na edição de 2008 do Trust Barometer, para 38% perante pessoas de 35 a 64 anos – este foi o menor índice registrado pelo Estudo da Edelman, mais abaixo ainda do que no estouro da bolha de internet e na quebra da Enron. Em nove países da União Européia, 75% dos pesquisados entre 25 a 64 anos admitiram que confiam menos nas companhias. No caso de Reino Unido, França e Alemanha o nível de confiança em relação às companhias também permaneceu baixo, em 36%.

    A explicação para o aumento na confiança nas empresas no Brasil é a crise econômica mundial agir de forma mais aguda – e por mais tempo – nos países desenvolvidos, enquanto líderes de opinião por aqui ainda não foram atingidos da mesma forma – e muitos não serão. Outras possíveis razões pelo que ando lendo, ouvindo e conversando:

    • apesar da alta do dólar em relação ao ano passado, commodities e bens industrializados aportam no Brasil a um custo ainda menor, pois a demanda mundial despencou. Assim, a inflação sofre menos pressão;
    • as pessoas ouvidas no país identificam uma maior maturidade do empresariado que não eliminou empregos ao longo de 2008. As demissões, em especial na indústria, foram realizadas em dezembro, enquanto se negocia flexibilização das leis trabalhistas;
    • o capital de investimento estrangeiro no Brasil não virou fumaça em 2008, batendo o recorde de US$ 45,06 bilhões (2,84% do PIB) e superando expectativas do próprio Banco Central, ante US$ 34,58 bilhões (2,59% do PIB) em 2007.

    Agora, o será que os brasileiros valorizam nas empresas? Confira aqui amanhã!

    Importante: embora na lanterna, destaco que a confiança do governo quase dobrou em relação ao ano anterior, quando estava a 22%, bem acima da credibilidade do poder público dos Estados Unidos (30%) e da França (34%). A conquista do grau de investimento, aumento das reservas cambiais e o ingresso de 20 milhões de cidadãos à classe média ajudaram a puxar para cima o resultado do governo aqui.

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    Categorias: Comunicação, Edelman, Imprensa, Marketing, Negócios.

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3 comentários to "Estudo de confiança 2009: é nas empresas em quem o brasileiro mais confia"

  1. Allan disse:

    Muito bom o post!

    Dados realmente interessantes para refletir. Penso que seria interessante comparar se existiu aumento de satisfação na também na prestação de serviços e/ou produtos ofertados pelas empresas.

    Abs.

  2. Ronald Mincheff disse:

    Obrigado pelo comentário, Allan. Nas categorias mais focadas em serviços do Estudo de Confiança, a credibilidade no Brasil no varejo recuou de 68% para 63% neste ano, enquanto a categoria seguros perdeu 1 ponto percentual para 63%. Os bancos, com 58%, apresentaram uma melhora na credibilidade, pois estavam com 52%. Observando as verticais de forma geral, o brasileiro confia mais no setor de tecnologia (80%), acompanhado pelo automotivo (78%). Contudo, houve queda na confiabilidade em ambos os setores: tecnologia caiu 11 pontos percentuais e o automotivo, 6 pontos percentuais. Até mais!

  3. startupi » Crise: estudo mostra que brasileiro está otimista disse:

    [...] brasileiros, junto com os países do Bric, está entre os povos que mais confiam nas empresas. Uma explicação seria que nesses países a crise foi mais amena do que a registrada em boa parte dos países mais [...]

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