Publicado em: 18/09/2008 Autor: Thiane Loureiro
Há muito venho falando de RP 2.0, como os profissionais de relações públicas devem se preparar para as mudanças que a Web está trazendo ao mercado e o quanto temos um papel complementar à publicidade e ao marketing. Quero compartilhar aqui uma entrevista que o Richard Edelman deu ao D S Simon Vlog Views. No vídeo, ele define relações públicas como “stakeholder connections”, ou seja, nossa principal função é ajudar empresas a construir relacionamentos sólidos com todos os seus públicos: investidores, imprensa, ONGs, funcionários, blogueiros, consumidores, parceiros e fornecedores, entre outros.
Infelizmente, o mercado não conhece RP e na maioria das vezes somos vistos apenas como assessores de imprensa. Essa falta de conhecimento limita a nossa presença na Internet. Se o cliente não sabe o que a gente faz ou pode fazer, ele não exerga que todas essas relações devem ser cuidadas e gerenciadas também online. A Web é para as corporações uma arena de ações promocionais, virais e blogs — só. Por outro lado, também existe muita falta de conhecimento dos profissionais de RP sobre Web, como e onde atuar online. E isso faz com que seja ainda mais complicado ganhar espaço.
Recentemente o amigo Eduardo Vasques escreveu um post bastante interessante, no qual ele chama RP 2.0 de “mais um termo bonitinho” e “que nada mais é do que cuidar da imagem de uma empresa ou pessoa nas mídias e redes sociais”. Ele ainda diz que boa parte das empresas de RP está seguindo as agências de publicidade, criando núcleos digitais para “impressionar clientes” que, lá no fundo, não estão nem aí para a Web. Segundo Eduardo, todos correm para ganhar dinheiro sem que os profissionais e o mercado estejam realmente preparados para as ferramentas. Tem muita gente errando e se colocando em verdadeiros “barcos furados”.
O principal engano das agências de RP é querer vender os mesmos serviços do resto do mercado, sendo que existem áreas que podemos e devemos explorar muito melhor. Aliás, comunicação de nicho é exatamente o que RP sabe fazer. É fácil? Não. Os resultados são mais lentos? Muito. Dá para colocar qualquer um pra fazer? Jamais. Transparência é importante? É essencial. As regras mudam quando falamos em relacionamento e não campanha? Completamente. Existe um único caminho a seguir? Não.
Por isso, no lugar de “convencer” as empresas de que elas precisam investir na Web, as agências de RP deveriam investir na educação dos executivos (tô ficando uma pessoa bem repetitiva). Não para falar os mesmos conceitos de Web 2.0 que todo mundo já ouviu. Mas para posicionar RP como um serviço crucial, principalmente num meio como a Internet, onde todo cuidado é pouco e tudo pode acontecer numa velocidade surreal. Quando a crise estoura, é a gente que está lá para socorrer. Que tal se nós fôssemos consultores desde o começo de todas as ações online dos nossos clientes?
Aprimorar o discurso, divulgar melhores práticas, trabalhar para um melhor posicionamento de mercado e treinar seus profissionais. Isso é o que as agências de RP deveriam fazer. Sair do “hype”. Estamos começando a caminhar na Internet. É sempre melhor dar um passo por vez.
Categorias: Comunicação, Tecnologia.
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Oi Thiane, tudo bem? Mais uma vez ótimo post. Acho que a linha da educação é a ideal e devo escrever sobre isso também mais para a frente. Quando falei que arriscam pouco eu quis dizer que o mercado tem funcionado como o de publicidade na internet, sem ousar muito e, óbvio, com pouco dinheiro. Não há tanto dinheiro nesse nicho e o número de clientes ainda é razoavelmente pequeno. Não é o mar de rosas e um batalhão de gente procurando serviços como alguns andam vendendo por aí.
Valeu a discussão, que ela continue!
[...] hoje Tiane escreveu comentando o post do Eduardo em O papel das relações públicas no mundo digital: “De fato, o “hype” é maior do que as reais oportunidades, principalmente para o mercado [...]
[...] 18, 2008 — FlaviaPM (Fefa-PT) Thiane Loureiro, da Edelman do Brasil, publicou um óptimo artigo sobre o papel das relações públicas no futuro da comunicação online. Publicado em RP, [...]
Bravo! Thiane, adoro como você escreve. Pensamos da mesma maneira sobre as necessidades do mercado e dos profissionais/agências de RP.
E nesse momento, profissionais como eu, vc, a Samantha, o Edu, tem que ser repetitivo sim. Tem horas que temos que ser “teletubbies” na comunicação, repetir mais de uma vez para que a mensagem seja fixada.
Não adianta nos jogarmos ao mercado como soluções da vez, se não temos nem noção de como adequar as ferramentas.
Ótima discussão essa.
beijocas da sempre admiradora.
Olá Thiane!
Nós do SerRP sempre acompanhos o blog da Edelman. O conteúdo é excelente. Sua visão crítica sobre os temas abordados nos fazem despertar para detalhes que só vemos na prática. Como recém-formado em relações públicas e atualmente trabalhando em assessoria de imprensa tenho vivenciado as situações colocadas por você. Obrigado por ter acessado nosso blog. É uma honra saber que você o acompanha… Abraços!
Thiane!
Assisti a sua palestra sexta passada la na Faap
e estou passando aqui novamente pra falar que adoreiiii muito!
acho que nem eu, nem ngm ali da platéia imaginávamos que fosse ser algo tão descontraído!
Realmente vcs conseguiram transmitir com simplicidade e bom humor td o que queriam!
Obrigada por ter compartilhado tanta coisa interessante com a gente!
=)
Adorei!
Beijooos
E fazendo um adendo (hehe)
Achei muito legal vc explicar o papel das Relações Públicas dentro da agência e com o cliente,
tem mta gente que confunde e pensa que RP tem a ver com PP e vc exclareceu a dúvida que tinha na cabeça de mta gente!
Bom saber tb que cada profissional, tanto o de RP quanto o de PP, tem seu cantinho próprio dentro da empresa, sem misturarem “as bolas”
Bejos
Obrigada pela participação de vocês aqui no Ei! Marcia, você é sempre querida. Juliano, vamos linkar você aqui com a gente. Cibelle, foi muito legal ter participado das ações na Faap.
Beijos a todos
Pois é, Thiane, esta quase luta contínua de posicionar a comunicação de maneira estratégica para as organizações, conferindo o status que é necessário para conseguir intervir de maneira propositiva e integrada nos seus destinos, é um dos motivos que me liga muito a ti. E neste sentido seus posts são sempre compartilhados via RSS do Google direto na capa do Mundo-RP.
Acho que todos - jornalistas, relações públicas, publicitários e outros comunicadores - temos muito a aprender juntos e mais que isto aprender com outras capacidades das ciências humanas, e daí que corporativismos não podem ter espaço. De nenhum dos lados.
Neste caminho, o papel de educadores de um novo formato de interagir, com múltiplas habilidades e para um público multitarefa e bastante crítico, é um caminho sem volta - e sem medo de ser repetitivo.
Thiane, obrigada pelo comentário. Como professora da área de humanidades, sempre sofri um pouco da ignorância sobre a profissão de RP. Comentei depois da Semana de Comunicação que você deu a definição mais clara, sintética e precisa que eu queria há muito ouvir. Você disse algo como: “o profissional de RP gerencia a comunicação da empresa com os seus mais diversos públicos; funcionários, clientes e sociedade”. Depois, continuou sobre a necessidade de estar conectado com as ferramentas disponíveis e ter uma formação sólida. Achei muito interessante e me apropriei do discurso para abrir o diálogo com os meus alunos. Aliás, você linkar você no blog.
Um beijo e obrigada pelo papo e pelas dicas durante a semana.
Edilamar.
Thiane, acabo de referenciar esse seu artigo no RPalavreando (rpalavreando.blogspot.com) e queria adicionar que nós, profissionais de comunicação, devemos nos posicionar urgentemente como os melhores nesta área de consultoria para ações na web 2.0. Do contrário, vamos ter os nossos terrenos invadidos por gente de TI e de outras formações. Beijos.
Olá Rodrigo, quanto tempo! Acho que sim, acho o caminho de educar é sem volta porque a Carol trouxe um ponto importante: nós vamos acabar perdendo espaço para outras formações. Edilamar, foi um prazer enorme participar da Semana. Espero estar nas próximas. Beijos a todos
Parabéns pelo artigo.
Nesta questão também é importante que os estudantes/profissionais esqueçam a mania de ‘ninguém valoriza RP’ e passem a mostrar que são essenciais nas empresas. Mostrar que o estágiario não está ali só para colar cartaz e o profissional pode fazer mais do que organizar a festa de aniversariantes dos colaboradores do mês. O mercado seleciona naturalmente não só os que possuem este comportamento proativo, mas principalmente aqueles que possuem competência capaz de pensar e atuar nos nichos da comunicação, nesta caso web 2.0.
Mais uma vez, parabéns pelo texto.
Cordialmente,
mateus d’Ocappuccino
Thiane,
Adorei seu artigo, acredito que é sempre bom relembrar a importância do profissional de relações públicas no mundo corporativo bem como na Web. E essa turma aqui faz isso muito bem!!bjs
Thiane, a frase “internet é um organismo vivo” é perfeita e explica muita coisa. Li também o artigo do Eduardo. Vivemos um tempo de transição não só de ferramentas e tecnologias, mas sim de paradigmas. A web é apenas a expressão de um novo conceito, uma nova forma de pensar. Assim como os executivos/clientes, nós, profissionais de comunicação, também precisamos evoluir neste processo e adaptar este novo conceito para o mundo dos negócios. Mensurar resultados e elaborar projetos alinhados aos objetivos estratégicos das companhias são fatores fundamentais. Abs! (http://twitter.com/lucianogissi)
[...] post (O papel das relações públicas no mundo digital), ela fala, (na verdade ela descasca), o mercado, os profissionais, as agências e os clientes [...]
Eu amooo o Youtubee
Thiane. Muito bom seu post. Quero colocar um ponto adicional. As escolas que formam os nossos novos profissionais de comunicação precisam se atualizar e evoluir. Minha percepção é que as escolas ainda estão formando profissionais de comunicação da idade da pedra, pensando e fazendo o jornalismo antigo e uma comunicação pouco colaborativa. Esse é um desafio que as universidades tem que enfrentar e vencer. Abcs.
Olá Mauro, você está certo, os currículos acadêmicos precisam melhorar muito para formar melhores profissionais. Luciano, obrigada pela visita. Já estou seguindo você no Twitter. Mateus e Edlaine, sejam sempre bem-vindos. Mas acho que a fase de transição já acabou. Já está tarde para profissionais e clientes se darem conta de onde estão pisando e de quanto é necessário se adaptar à nova realidade rapidamente. Abs
Oi, Thiane. Não resisti e tô voltando aqui. Acabei de publicar um post no meu blog onde referencio você e compartilho uma experiência que tivemos na IBM. Esse tal “RP 2.0″ ainda é algo que estamos testando e aprendendo. Abraços. Mauro Segura.
Gostei muito da sua participação no Campus Party, acompanhei o evento via streaming/chat e foi muito produtivo.
Pena a desorganização do evento.
abraço.
Obrigada por ter assistido ao debate Tiago. Vamos mantendo contato. Mauro, valeu mesmo pela referência. Abraços
É sempre bom saber que O profissional de Relações Públicas está expandindo sua atuação, assim como fazem os profissionais de marketing.
Gostaria de seu contato, pois sou finalista de RP e estou pensando em escrever um artigo científico sobre blog como novo instrumento de comunicação com os públicos já nessa plataforma de RP 2.0.
Desde já agradeço.
Olá Thiane
Adorei seu artigo. Acho muito legal lembrar da importância do papel do RP.
Adorei a visita no nosso blog , desenvolvido por alunos de RP da FAAP. No blog é possível achar assuntos relacionados ao mesmo tema, e outros tópicos interessantes do mundo da comunicação.
[...] EI! Expressão de Idéiashttp://www.expressaodeideias.com.br/o-papel-das-relacoes-publicas-no-mundo-digital [...]
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