Publicado em: 08/04/2008 Autor: Ronald Mincheff
Sessenta e seis por cento dos brasileiros sabem quais empresas investem em responsabilidade social e 85% dos consumidores estão dispostos a mudar de marca ou o hábito de consumo para tornar o mundo melhor. Estes são alguns dados da pesquisa “Good Purpose” feita pela Edelman.
Bom, mas o que esses dados indicam de novidade? Já sabemos que responsabilidade social é um dos pilares das empresas atualmente e a grande maioria delas possui projetos nesta área. Entenderam que mais do que desempenhar seu papel de negócios, precisam ser cidadãs. A boa nova é: “Good Purpose”.
A intenção ao pesquisar foi escutar o que os consumidores acham do envolvimento das empresas com responsabilidade social. E chegamos a um ponto crucial: as novas tendências apontam para algo mais do que responsabilidade social e seus projetos. O que se quer agora é essência responsável, atitude social, um bom propósito. Só projetos não são mais suficientes, e não podem mais caminhar ao largo da essência de uma empresa. Responsabilidade social deve estar no DNA de uma marca e ser o fio condutor de tudo que uma empresa fizer, desde como ela vende seus produtos, até como trata seus colaboradores e parceiros.
Os consumidores estão de olho nas empresas e querem participar de projetos sociais, divulgando a marca que se comprometer com ações sociais. Em comparação com os 66% dos brasileiros, apenas 32% dos americanos e 44% dos canadenses declararam que sabem quais empresas investem em responsabilidade social. O índice na maioria dos países é baixo em relação ao conhecimento de marcas que estão envolvidas com boas causas sociais. No entanto, mais da metade dos entrevistados ajudaria empresas a promover produtos se tivessem uma boa causa por trás.

A pesquisa revelou também que os consumidores estão mais envolvidos com ações sociais: 88% afirma ser papel deles também trabalhar para uma sociedade melhor. Entre os entrevistados, “ajudar os outros e contribuir para comunidade” foi citado como segunda fonte de contentamento pessoal.
Essa nova tendência está ligada a necessidade do consumidor de hoje: “eu conheço, sei o que estou fazendo e confio”. As empresas devem se envolver mais com eles e deixar que caminhem lado a lado com os propósitos da companhia. Devem construir uma relação mais profunda. Afinal eles estão dispostos a ajudar quem estiver afim de interagir com a sociedade.
Ronald Mincheff
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Publicado em: 03/04/2008 Autor: Thiane Loureiro
Várias mudanças internas e eu sumi de novo, é verdade. Esta semana estreei em inglês no Authenticities, blog global da Edelman Digital. O próximo post já tem data marcada (graças a Deus) e dia 15/04 pretendo falar de startups brasileiras.
Mas vamos ao que interessa. Outro dia fiquei embasbacada com uma amiga que, em busca de um emprego novo, decidiu apagar todas as comunidades dela do Orkut e do MySpace. O medo de que headhunters pudessem deixar de indicá-la ou que empresas pudessem não contratá-la fez com que ela apagasse o máximo de sua “pessoa física”.
Foi aí que comecei a questionar. Empresas estão cada vez mais recorrendo à Internet para entender seus consumidores, se comunicar com eles, compreender suas demandas, estudar nichos de mercado, etc. Quer dizer que esse mesmo indivíduo que compartilha dados pessoais online pode não servir para trabalhar nas corporações? Ou seja, coloque o máximo de informações quando eu quero lhe vender alguma coisa, mas apague tudo se quiser trabalhar pra mim um dia.
Aliás, o que uma comunidade no Orkut diz sobre capacidade profissional? Uma pessoa pode detestar acordar cedo, mas não quer dizer que não o faça, pode ser fã de pagode e mesmo assim não ser brega, tomar banho gelado e não ter um parafuso a menos por isso. E vejam o quanto interpretei essas comunidades através de filtros pessoais meus e com base naquilo que eu acho certo ou errado.
Comunidades do Orkut ou de qualquer outra rede social estão ali para dar aos consultores de RH subsídios para conhecer melhor a personalidade de um candidato, mas jamais para definir sua aptidão a uma vaga.
O que importa é se aquela pessoa se encaixa na cultura organizacional porque é capaz de se adaptar àquele ambiente e adquirir comportamentos corporativos condizentes com as missões e os valores daquela companhia. São as experiências anteriores, as referências, a pró-atividade, os idiomas, seu espírito de equipe. Mas jamais se ela prefere travesseiro de bolinha ou pijama de listra.
Aliás, fuçar perfil é extremamente mal-educado. E em se tratando de redes sociais e empregos, o LinkedIn é o único que pode e deve ser levado a sério na avaliação de candidatos.
O ideal pra não ficar desesperado como a minha amiga é só deixar online aquilo que você não tem vergonha, medo, problema ou peso em dizer abertamente pra qualquer um, em qualquer lugar. Mas detalhes da sua vida, aqueles que você só diz pro melhor amigo, pros pais ou pro terapeuta é melhor continuar offline mesmo. Basta ter bom senso!
Thiane
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Publicado em: 07/03/2008 Autor: Thiane Loureiro
Amanhã é dia de eleições parlamentares na Malásia e três blogueiros concorrem à liderança do país.
Apenas 5% da população de cerca de 26 milhões de pessoas tem acesso à Internet, mas os blogs marcam história ao fazerem oposição ao primeiro-ministro Abdullah Ahmad Badawi e seu partido, o United Malays National Organisation (UMNO), no poder há 50 anos.
Jeff Ooi, um ex-redator publicitário que ganhou notoriedade com seu diário sobre política, o Screenshots, concorre pelo Democratic Action Party (DAP) na cidade de Penang, a segunda maior depois da capital Kuala Lumpur. Tony Pua, empresário de tecnologia formado em Oxford e que começou a blogar há três anos, também concorre por uma cadeira no Palarmento pelo DAP.
Tony e Jeff têm mais chance que Badrul Hisham Shaharin, candidato por Rembau, um povoado rural aonde a Internet praticamente ainda não chegou. “Admito que seja muito difícil já que o meu blog não pode ser acessado aqui, mas tenho recebido ajuda de muitos outros blogueiros”, disse ele à Reuters.
É espantoso ver isso acontecer num país em que o governo tem rígido controle sobre a mídia. Ainda que eles não consigam nada agora, esses blogueiros possibilitaram aos malaios sonhar com a queda do regime atual e levar uma vida mais justa.
Mas não imagino blogs conquistando esse espaço por aqui. Na melhor das hipóteses espero que em futuras eleições eles invistam em posts opinativos, com base em apurações bem feitas e com foco no esclarecimento e no debate construtivo.
Na pior das hipóteses desconfio que um dia vamos abrir os jornais e ver blogueiro envolvido em corrupção. E é uma pena que essa possibilidade não seja tão remota assim.
Thiane
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Publicado em: 03/03/2008 Autor: Thiane Loureiro
A blogosfera norte-americana entrou em polvorosa neste domingo após um artigo publicado por Charlotte Allen no The Washington Post. Realmente o editorial é uma provocação lotada de clichês. Até mesmo uma antifeminista poderia sentir raiva só de ler o título: “Nós gritamos, nós desmaiamos. Quão estúpidas conseguimos ser?”
O objetivo do artigo até que é bem pertinente: criticar milhares de mulheres histéricas que estão praticamente transformando Barak Obama num popstar estilo Beatles. Mas Charlotte poderia ter sido menos… Charlotte.
“Lendo sobre episódios de gritos, desmaios e alvoroços, me pergunto se as mulheres não são mesmo o sexo mais fraco no final da contas”, escreveu Allen (em tradução não-literal). “Ou mesmo estúpido, com nossos cérebros permanentemente ofuscados por emoções sem sentido, manifestações psicossomáticas e distrações superficiais”.
“Obviamente homens fazem coisas bestas. (…) Mas quando homens fazem besteira eles tendem a ser catastróficos. (…) As bobagens femininas são quase inofensivas, mas tão… vergonhosas”, completou Allen.
E as críticas chegam até a incluir dados estatísticos sobre mulheres no trânsito. “É deprimente que vários dos mitos misóginos sobre a inferioridade feminina tenham se provado verdadeiros. (…) A teoria de que as mulheres são o sexo mais idiota – ou pelo menos o que se envolve em mais acidentes de carro – é amplamente apoiada por evidências neurológicas”.
Aqui Charlotte realmente exagerou. E eu comecei a questionar se os blogueiros estão mesmo certos quando acusam jornalistas de usarem seus veículos para publicar “qualquer nota”, sem apuração, credibilidade ou respeito pelo leitor.
Há milhões de formas de elucubrar sobre a atitude do eleitorado feminino de Obama, o sensacionalismo das eleições nos EUA, os erros de campanha de Hillary.
Mas ela realmente transformou um tema relevante numa plataforma sexista e “babaca” e, claro, foi massacrada. O blog Thought Bubbles comentou: “Ela sabe tão pouco de estatística ou sobre como construir um argumento coeso que talvez por isso tenha gasto três parágrafos argumentando sua própria estupidez”.
E o final do artigo de Allen é ainda mais revelador: “Não entendo por que as mulheres não relaxam, aproveitam suas habilidades natas e as coisas mais importantes da vida nas quais arrasamos: carinho para com as crianças, os homens e os fracos e a capacidade de transformar uma casa em um lar. (…) E aí poderíamos berrar, desmaiar, fofocar e ler coisas melosas e românticas sem se preocupar que bem lá no fundo nós somos… meio tolinhas”.
Até eu fiquei com vontade de dizer umas “palavrinhas” para Mrs. Charlotte…
Outros links de protesto:
BlogoWogo
The Garlic
Free Williamsburg
Moue Magazine
Feministing
Media Matters
Thiane
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Publicado em: 28/02/2008 Autor: Thiane Loureiro
Ao navegar pela Web ontem me deparei com o blog Publishing 2.0, de Scott Karp. Ele traz uma interessante discussão sobre o que ele chama de “jornalismo de links”. Karp enxerga uma nova função para a imprensa: a de agregar matérias antigas e oferecer links não apenas para essas reportagens, mas para todo e qualquer conteúdo relevante sobre um mesmo assunto, na linha do que faz o Drudge Report. No lugar de apenas citar uma fonte ou resumir fatos passados, na intenção de contextualizar uma história atual, o “jornalismo de links” permitiria um aprofundamento maior das reportagens, tornando as versões online mais “vivas” e as publicações impressas mais ricas de informação relevante, além de promover o aumento de tráfego para o site do próprio jornal. Blogs já são pioneiros na arte de linkar. Esta seria uma excelente oportunidade de oferecer a blogueiros espaço nas redações e de fazer jornalistas e blogs trabalharem em conjunto numa mesma apuração, gerando matérias mais detalhadas e transparentes a todos os leitores e usuários de Internet. Mais uma vez estamos falando de mudar a mentalidade e encarar novas formas de lidar com a informação.
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Publicado em: 28/02/2008 Autor: Ronald Mincheff
Tive o prazer de participar do Fala RP!, que reúne podcasts com especialistas em relações públicas. A iniciativa pioneira é liderada pelos blogueiros Marcia Ceschini (Oras blog!), Telma Ito (RedeRP) e Wallace Ischaber (O Pato). São profissionais que entenderam a importância das novas mídias que como elas têm mudado a comunicação corporativa. Na entrevista eu falei um pouco de Web 2.0, das iniciativas que a Edelman está desenvolvendo nessa área e os quesitos necessários para quem quer crescer nesse ambiente digital. Ouçam e deixem aqui seus comentários. O feedback de vocês é muito importante.
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