Publicado em: 28/06/2006 Autor: Andréa Faustino
Umas das palestras que mais me chamou atenção em Washington foi justamente sobre “Como chamar (e reter) a atenção de diversos públicos”.
Aprendi que a atenção do ser humano é cíclica e muda a cada vinte anos. De 1945 a 1965, por exemplo, o indivíduo tinha um grande respeito pelas instituições. Ninguém questionava nada e acreditávamos em tudo o que vinha das grandes corporações, governo e seus políticos ou igreja. Amém!
Na fase seguinte, de 1965 até 1985, houve uma inversão de valores. Criou-se a era da autoexpressão, do EU, EU, EU, da fase narcisista. Alguns marcos dessa fase são os Beattles, a Apple, cabelo comprido para os homens, a proliferação de pequenos negócios e a criação do conceito fast food. O lema era “ok, aceito isso…desde que seja bom para mim!”
Bateu uma carência. E a seguir veio a necessidade de sertir-se parte de alguma coisa. No período de 1985 até 2005, é claramente visível a necessidade de estarmos sempre conectados. Mais do que isso, passamos por um trauma. Uma doença chamada atenção contínua parcial, em que prestamos atenção em 12 coisas ao mesmo tempo. Sim, checamos o e-mail ao mesmo tempo em que falamos com alguém ao telefone, rabiscamos qualquer coisa num pedaço de papel e ainda ouvimos música de fundo. Talvez a melhor ilustração dessa fase seja o seriado Seinfeld, em que Jerry, o protagonista, direciona a sua atenção de acordo com seus interesses.
O que vem pela frente? O que acontecerá nos próximos vinte anos? Bem, procuramos por proteção e protetores. Queremos escolher o que assistir, o que comer e como nos vestir. Queremos sentir que fazemos diferença. Queremos participar em tudo aquilo que, de alguma maneira, vai afetar nossas vidas.
Será que as empresas estão prontas para dividir essa tarefa conosco?
Alexandre Alfredo
Categorias: Eventos.
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